Segundo a Revista Turismo em Números[1] de responsabilidade do Sindicato das Empresas de Turismo no Estado de São Paulo (SINDETUR-SP), Portugal continua em terceiro lugar entre os paises emissores de turistas ao Brasil.As praias nordestinas continuam a ser o sonho de consumo de muitos lusitanos. Além de fazer turismo, os portugueses estão fazendo negócios no Brasil e isso se dá principalmente na Região Nordeste. Conforme dados da Câmara de Comércio Brasil-Portugal, os investimentos entre 2002 e 2012 podem chegar a R$ 4 bilhões. As principais apostas são os Estados do Ceará, Bahia e Pernambuco.
O Ceará sofre uma “invasão lusitana”. De acordo com a Secretaria de Turismo Cearense, os portugueses são os maiores investidores no estado. Eles são responsáveis por dez empreendimentos no valor total de R$ 1,9 bilhão. O mais ambicioso deles é capitaneado pelo Banco Privado Português, que lidera um pool de investidores e financia o Aquiraz Golf & Beach Villas. O complexo turístico-hoteleiro deve ser o maior do Brasil quando estiver totalmente pronto. Fica 30 km de Fortaleza, entre as tranqüilas praias do Presídio e da Prainha, num terreno de 3 milhões de m2, O projeto prevê 8 hotéis e mais de 8 mil leitos. O custo final deve beirar os R$ 500 milhões.
Na Bahia, o governador Jacques Wagner anunciou a intenção de criar uma guia para investidores com informações aos empresários portugueses interessados em aplicar recursos no estado. A cartilha baiana terá inclusive informações tributárias para facilitar os investimentos vindos de Portugal.
Em Pernambuco, Porto de Galinhas teve recentemente a inauguração de dois hotéis de grupos portugueses, O Dorisol e o Enotel. Agora o Pestana Ipojuca Beach Resort terá 120 quartos e 100 bangalôs e deve abrir no ultimo trimestre de 2008.
Conforme dados (tabela abaixo) fornecidos pelo aeroporto de Lisboa, principal portão de entrada e saída da Europa para o Brasil, O movimento de embarque do aeroporto de Lisboa em direção ao Nordeste, incluindo passageiros portugueses e de outras nacionalidades em 2007 foi de 538.250 passageiros em 2007. Para tristeza dos maranhenses, a capital São Luis, que possui o principal aeroporto com números de embarque e desembarque do Maranhão, teve resultado insignificante não aparecendo nem na pesquisa.
Recife - 137.575 passageiros
Fortaleza - 122.875´passageiros
Natal - 115.597 passageiros
TOTAL - 538.259 passageiros
Fonte: Aeroporto de Lisboa: Revista Turismo em Número
Não adianta A Secretária de Turismo do Estado do Maranhão, apresentar números fictícios de pesquisas e tentar usar e enganar a imprensa do Maranhão para camuflar a VERDADE. Pois, basta qualquer cidadão maranhense se dirigir a um meio de hospedagem e/ou a um espaço (atrativo) turístico e irá constatar a TOTAL ausência de turistas.
O Governo do Estado precisa se conscientizar que sem Demanda Turística, não teremos empregos, geração de renda, e arrecadação de impostos.
O turismo é um negócio que só funciona levando-se em consideração alguns aspectos de fundamental importância para o seu desenvolvimento, dentre eles podemos mencionar dois pilares: O Desenvolver e o Promover do produto turístico do nosso Estado, para que possamos entrar definitivamente no processo de consolidação do destino Maranhão.
O principal problema do destino Maranhão hoje, é a falta da manutenção na divulgação do produto junto ao mercado emissor, pois a política que vinha sendo implantada até então (2002 a 2006), mediante a promoção do produto turístico pelo Governo, a operacionalização e comercialização pelo setor Privado foi interrompida pela Secretaria Governo atual ,impossibilitando o trade fazer a sua parte, pois sem divulgação não tem como operacionalizar o produto.
As principais conseqüências dessa péssima gestão foram:
- Redução do fluxo turístico para o nosso Estado;
- Falta de interesse por parte dos operadores em vender pacotes turísticos para o Maranhão, pois não temos divulgação e credibilidade;
- Ausência de vôos charters, causando elevação do preço da passagem e dos pacotes turísticos para o nosso destino reduzindo a demanda;
- Ausência de integração entre políticas do Turismo e Cultura;
- Baixa taxa de ocupação hoteleira;
- Concorrência “perversa” entre o trade receptivo visando a sobrevivência com redução de tarifas abaixo do custo do serviço, causando total “quebradeira” do segmento.
O Maranhão que chegou em 2006 a concorrer com outros Estados do Nordeste, chegando a crescer em um ano mais que todos os outros da região, volta a ser esquecido e consequentemente pouco lembrado.
[1] Revista Turismo em Números. Ano 7. Edição 68/2008. Página 17 a 19. Publicação mensal sob responsabilidade do Sindicato das Empresas de Turismo no Estado de São Paulo (SINDETUR-SP) - www.sindetursp.com.br
Um comentário:
Gabriella;
Ainda bem que no Maranhão existe pessoas como você de CORAGEM e ATITUDE!
Parabéns!!!!!!!!
Leopoldo
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